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31.10.16

I do...


Não estou apta a dizer não
a quem vem na contramão
a quem chega sem julgar
a quem deixa ser

Não estou apta a dizer não
a quem contraria o bom senso
a quem desafia expectativas perfeitas
a quem se deixa revelar

Não estou apta a dizer não
a quem não se rotula
a quem não pede bulas
a quem simplesmente é

Não estou apta a dizer não
a quem não tem GPS
a quem abre a porta pra mim
a quem recebe minhas bagagens

Não estou apta a dizer não
a quem turbina meus desejos
a quem me vira do avesso
a quem redefine meu prazer

Não estou apta a resistir você, baby
Bora?


2016

Artwork: Rene Gruau (sepia version)

29.10.16

Êxodo

Nem toda conexão tem sexo
As vezes é apenas motivação
Nem todo sexo tem conexão
As vezes é só ação e reação

Nem toda motivação tem nexo
Mas as vezes atinge todos os plexos
Conexão, sexo, plexos e nexo é a perfeição
Não me atenho mais a tal matemática complexa
Meu destino é o hoje

Vou ser feliz agora

2016

Artwork: Ernesto Artillo (sepia version)

13.10.16

Fora de Curso




Tem gente  que chega e  muda  o seu curso
Você  começa  a navegar  por outras águas
Descobre novos cenários, outras paisagens

De repente nada que vê lhe parece familiar
E você não tem a menor ideia de onde está
Só sabe que não quer voltar para o antes...


2016



12.10.16

Gabriel Garcia Marques



"É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem sabe ver."


(Gabriel Garcia Marques)

11.10.16

Recovery


Somos tudo o que temos

Então temos que ser a nossa melhor versão

O importante é usar tudo o que rola na vida

Para constantes encontros com você mesmo

O foco deve ser o movimento...

Quem tem que ficar, fica

Quem quiser ir, que vá.

2016

Artwork: Simon Winnall

7.10.16

Mergulho


O medo algumas vezes é como um bote salva-vidas para certas pessoas
Elas podem ficar ali, quietinhas, seguras, resgatadas de si mesmas
Sem se lançarem ao mar para evitar as frustrações dos erros
E também escaparem ilesas dos maremotos e revoluções
Que acertos incríveis costumam provocar...

É uma escolha deliciar-se nas ondas dos mares intensos
Apesar dos possíveis perigos, ou apenas boiar em águas amenas...

2016

6.10.16

Escolhas...


Até que chega uma hora em que não há o menor sentido
em investir no que não faz sentido...

2016

3.10.16

Open


Relaxe com novidades arrebatadoras
Movimentos fazem parte da vida

A vida é feita de tentativas e erros
E as vezes ela nos brinda com acertos maravilhosos

Então mantenha-se aberto
Só tenha medo de ficar estagnado

Esse é o único medo que alguém deve ter...


2016

1.10.16

Pequena morte


Era só um primeiro encontro, cheio de informações desconexas, histórias que não se completam, alegrias tolas, afinidades gratuitas. Falaram e riram sem reter nada. Tudo era uma questão de estar perto, de poder estar dentro; tudo tão intenso e combinado que, por mais de uma vez, ele parou no meio e a encarou, em outro momento foi ela...medo...mas não havia respostas, nem tempo.

Na despedida, meio desconcertada, ela foi saindo sem dar o aval do seu beijo. Ele a puxou pelo vestido. Quando ela se virou, a expressão no rosto dele falava mais do que as palavras. Ela então pulou em seu colo, segurou seu rosto, afundou as duas mãos em sua barba, olhou em seus olhos e deu-lhe um descansado beijo. Ficaram ali, algum tempo, inertes por fora e aos turbilhões por dentro, até se soltarem com uma desafogante suspirada.

No dia seguinte, um compromisso qualquer, marcado na vida de antes, afastou os dois de uma continuação desse eloquente enredo. Com o começo da semana, ambos mergulharam em uma frenética rotina urbana: tensa, tomada, ocupada, apressada. Mas, eles não se desconectaram; se alimentaram de mensagens, emails, recadinhos sonoros, provocações em vídeos, interesses explícitos. Usaram toda a tecnologia disponível a favor da desfavorável realidade rasa.

E então, exatamente uma semana depois, finalmente se reencontraram em um suposto jantarzinho combinado à quatro mãos na casa dele. Ingredientes na bancada, travessas, panelas, vinho, taças e, de repente, a campainha toca desfocando a cena. Ele se desmaterializa para chegar à porta mais rápido; ela surge energética, sorridente, cheia de graça e sem graça, pela sua indisfarçável fome de jantá-lo.

Ele aceita a troca. Pega a sobremesa das mãos dela, a coloca em algum lugar improvável; e a envolve em seus braços. Ela mais uma vez se perde em um beijo afundado naquela barba, enquanto ele a segura sob o vestido, pelas popas, subindo as mãos com uma pressão forte, sentindo texturas, temperaturas e carne. Ela se ampara na parede. Ele se aproxima mais e vai encaixando seu corpo inteirinho no dela. Não se despem. Ficam embolados entre beijos e respiros; entre desejos, apertos e movimentos. Entram em uma sintonia tão violenta que morrem juntos ali, por um momento...   


2016