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9.7.13

Por todos os poros...



Ela se declarava por todos os poros.
Fazia passeatas, ostentava cartazes.
Diziam até que tinha no corpo uma coleção de tatuagens

Quando no centro da metrópole uma roda se formava, era ela que desinibida sambava e cantava.

No fim de semana na praia, flanando alegre nos aviões, lá estava sua paixão em coloridas bandeiras escancarada.

No dia a dia, todos ficavam intrigados com as figuras abstratas recorrentes nas estampas que usava. Ela explicava, entre gostosas gargalhadas, que eram sobre um amor, um peito e uma flecha.

As horas passavam apressadas, enquanto ela compartilhava pensamentos, crônicas, poemas e cartas abertas. Ela não renunciava.

Sim, ela se declarava por todos os poros; enquanto ele sempre dizia a mesma coisa quando eventualmente a via: Oi querida, como vai a sua família?



2013