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9.6.13

Um cheek to cheek com você. - Por Vianne Rocher


E eu que tinha ficado sambada, depois que um certo alguém bateu em retirada do conceito original de um amor inventado, me peguei hoje em um cheek to cheek com outro que me abateu com seu charme fácil. É bom deixar claro que esse fácil não é igual a vulgar; é igual a descomplicado.

Fato é que um homem fica ainda mais homem quando te enxerga fêmea: alvo merecedor de delicadezas, considerações e destaques; quando nada precisa ser muito discutido, nem explicado; quando cada um coloca na mesa suas melhores cartas não para competir, mas para criar um particular baralho.

Quando um homem fica relaxado a ponto de perceber as notas de uma mulher, como se desvendasse uma invulgar fragrância, é o momento em que ela também torna-se mais receptiva e mais singular. E é nessa fração de momento, quando ao invés de procurar se reafirmar, ele escolhe perceber e sentir, que um descobrimento pode acontecer e fluir; no melhor e mais exato sentido que essa palavra pode ter.


Tenho observado que a maioria dos homens está preferindo procurar as diferenças, as faltas, os excessos ou garantidos "pedigrees"; mas há alguns que deixam brotar as afinidades, investem nelas e , sobretudo, se surpreendem; vão de encontro às novidades, não chegam preparados para resistir aos passos que já definiram como o futuro.

Sim, são dois pra lá, dois pra cá, mas também podem ser três para um lado e quatro para o outro. Estou em pleno cheek to cheek com você, baby; coladinha ao sabor das curvas, da temperatura e do ritmo. Me pego mais alegre e mais leve por ser tudo tão prazerosamente natural; não importa para onde estamos indo, o que importa é que estamos dançando.


2013