Posts recentes...clique...navegue...explore!

2.6.13

Safadeco, safado ou safadão? Por Vianne Rocher

Safadeco, safado ou safadão?

Caríssimo Lucrécio Armando,

Como eu já havia dito em crônica de outrora, meu ser é adoravelmente tranquilo até ter motivos para ser bem malcriado e você, querido, implorou pelo meu lado B! Muito sintomático você dedicar seus "loopings" e sua "tensão vocabular" à primeira regateira que resolve gastar português com você. Afinal, faz muito pouco que há confessado, depois dos meus febris desejos desvelados, que é "movido, como qualquer macho da espécie, pelo medo."

Ora, ora, seu safadeco safado, acreditou mesmo que eu iria deixar barato ver você transformar nosso samba-jazz em sambalelê? E então qualquer 'cadência literária" de uma "delícia da hora" pode mexer e remexer com nosso caso como se fosse um banal mingau encaroçado? E você não sabe que até as melhores moquecas se estiverem por demais apimentadas ficam impossíveis de serem apreciadas?



E eu achando que você, querido, iria se destacar no meio dessa mesmice reinante de "vem aqui para o meu suflê". Para tudo, Lucrécio, seu safadão absurdo. Não será mesmo uma cantada requentada ou vulgaridades intemperadas que vão deixar os meus hormônios afiados. Achei que você estava mais para patisserie do que para padaria de bairro, vejo que me equivoquei.


Mas se você pode escrever "um livro inteiro" e "tornar-se escravo" de alguém que gastou com você pouco mais que um parágrafo, ah meu amigo de "parachoque duro", divirta-se com seus fast foods; para você agora todos os meus ingredientes estão fora do cardápio!

2013