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9.6.13

Um cheek to cheek com você. - Por Vianne Rocher


E eu que tinha ficado sambada, depois que um certo alguém bateu em retirada do conceito original de um amor inventado, me peguei hoje em um cheek to cheek com outro que me abateu com seu charme fácil. É bom deixar claro que esse fácil não é igual a vulgar; é igual a descomplicado.

Fato é que um homem fica ainda mais homem quando te enxerga fêmea: alvo merecedor de delicadezas, considerações e destaques; quando nada precisa ser muito discutido, nem explicado; quando cada um coloca na mesa suas melhores cartas não para competir, mas para criar um particular baralho.

Quando um homem fica relaxado a ponto de perceber as notas de uma mulher, como se desvendasse uma invulgar fragrância, é o momento em que ela também torna-se mais receptiva e mais singular. E é nessa fração de momento, quando ao invés de procurar se reafirmar, ele escolhe perceber e sentir, que um descobrimento pode acontecer e fluir; no melhor e mais exato sentido que essa palavra pode ter.


Tenho observado que a maioria dos homens está preferindo procurar as diferenças, as faltas, os excessos ou garantidos "pedigrees"; mas há alguns que deixam brotar as afinidades, investem nelas e , sobretudo, se surpreendem; vão de encontro às novidades, não chegam preparados para resistir aos passos que já definiram como o futuro.

Sim, são dois pra lá, dois pra cá, mas também podem ser três para um lado e quatro para o outro. Estou em pleno cheek to cheek com você, baby; coladinha ao sabor das curvas, da temperatura e do ritmo. Me pego mais alegre e mais leve por ser tudo tão prazerosamente natural; não importa para onde estamos indo, o que importa é que estamos dançando.


2013

2.6.13

Safadeco, safado ou safadão? Por Vianne Rocher

Safadeco, safado ou safadão?

Caríssimo Lucrécio Armando,

Como eu já havia dito em crônica de outrora, meu ser é adoravelmente tranquilo até ter motivos para ser bem malcriado e você, querido, implorou pelo meu lado B! Muito sintomático você dedicar seus "loopings" e sua "tensão vocabular" à primeira regateira que resolve gastar português com você. Afinal, faz muito pouco que há confessado, depois dos meus febris desejos desvelados, que é "movido, como qualquer macho da espécie, pelo medo."

Ora, ora, seu safadeco safado, acreditou mesmo que eu iria deixar barato ver você transformar nosso samba-jazz em sambalelê? E então qualquer 'cadência literária" de uma "delícia da hora" pode mexer e remexer com nosso caso como se fosse um banal mingau encaroçado? E você não sabe que até as melhores moquecas se estiverem por demais apimentadas ficam impossíveis de serem apreciadas?



E eu achando que você, querido, iria se destacar no meio dessa mesmice reinante de "vem aqui para o meu suflê". Para tudo, Lucrécio, seu safadão absurdo. Não será mesmo uma cantada requentada ou vulgaridades intemperadas que vão deixar os meus hormônios afiados. Achei que você estava mais para patisserie do que para padaria de bairro, vejo que me equivoquei.


Mas se você pode escrever "um livro inteiro" e "tornar-se escravo" de alguém que gastou com você pouco mais que um parágrafo, ah meu amigo de "parachoque duro", divirta-se com seus fast foods; para você agora todos os meus ingredientes estão fora do cardápio!

2013