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6.10.12

Fragmentos



(...)

Depois de um longo silêncio, seguido de um longo suspiro, ela responde:

- Não, eu não te esqueci, apenas aprendi a conviver com você sem acionar o meu amor.

Ele fica levemente excitado, sorri e dá um suspiro leve, aliviado e descompromissado.Era a resposta que precisava. Ele não sabe como conviver com ele mesmo sem o amor dela.

- O que que você vai fazer amanhã?- ele pergunta.

- Vou à praia - responde ela curta.

- Que bom, você fica linda bronzeada. A gente se fala depois então.

Ela fica alguns segundos em silêncio e responde:

- Um beijo. Tchau


2012

3.9.12

Eu vou por aqui.


(...)

Ninguém vai mais tirá-la do seu centro com seu consentimento.

Ela não quer um porto seguro, quer navegar.
Ela não quer descansar, quer pegar estrada.
Ela não quer fazer-se entender, quer fluir...

O tempo passou e lá vai ela...

Com planos e desejos mudados, mas com a mesma coragem e o mesmo coração de sempre.

O tempo continua a passar e lá vai ela...

Escrever a própria história com novos capítulos, sem medo dos rascunhos da jornada.

Que a assim seja feita a sua vontade.

Assim também é a minha vontade.

Amém.





2012

28.4.12

Últimas palavras...



Algumas decisões são como marteladas: precisam ser rápidas, precisas, determinadas; e tanta competência, exige o uso da força. É assim quando temos que abrir mão de alguém que queremos, desejamos, adoramos. Mesmo que seja por um bem maior, deixar para trás algo que de alguma maneira nos inspira, nos acorda e nos estimula, é tarefa pesada.

Não ser complacente com o coração e escolher se agarrar a razão para tentar conter, à força, sentimentos córregos é assim. Mas, o que fazer se o amor não é possível? Vamos combinar que não dá mais para pensar que todos os amores são possíveis, porque não são.

E assim é, quando esbarramos em um amor que já pertence a outra pessoa; um amor que faz parte de outra história ; que já tem passado, presente e futuro, e nenhum desses tempos nos inclui. Ninguém está livre de, por uma roleta russa do destino, ser tocado por um amor que tem raízes fundas em outras terras, apesar do vento estar fazendo suas flores caírem nas nossas.

E então? Devemos ser pragmáticos e correr pelos campos acompanhados da decisão de esquecê-lo; ou devemos ser românticos e ficar para vê-lo morrer pela simples falta de oxigênio? Não devemos evitar o rastro de destruição provocado pelas tentativas desesperadas de transplantar o amor de um peito?

Sim. Tudo vale a pena, se a alma não é pequena. Sempre vale reconhecer um amor, quando nele esbarramos; sempre vale celebrar a sorte de sentí-lo. Vivê-lo, caro Fernando, são outros poemas...


2012